segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vento pra carregar a raiva

Fico aqui no meu sofá vermelho entre leituras, escritos e viagens cibernéticas, por horas emendadas. 
Acabo de ler algo que me fez parar e pensar:

"[...] que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesmo nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é."
[Grande sertão: veredas, João Guimarães Rosa]

Entendi que é besteira minha perder tempo gastando raiva/ódio de alguém!
Certa vez eu desabafei com alguém que existia apenas uma pessoa na face da Terra que conseguia me deixar com raiva. Existe sim! Mas de agora em diante parei de gastar raiva dela!
Caminhei hoje de noite e, o vento não soprava nem nada, apenas calor e insetos e meu medo de algum inseto louco pousar em mim. Ah não! 
Parafraseando o próprio Guimarães Rosa, viver é demasiadamente perigoso!


uma palavra: suave

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