quinta-feira, 27 de outubro de 2011

intempérie x amor

"A moça tá diferente
Guarda um segredo, um desatino..."
[Tamy]

Burrice é achar que ninguém guarda um segredo feito diamante!
O cara - o namorado de uma amiga - ficou puto da vida porque, por insistência dele, ela contou seus segredos pra ele. Ela ficou mal e me pediu um conselho, uma ajuda. Eu disse que o erro dela foi ter falado do passado dela pra ele assim, tão cedo, tão logo e tudo [ela concordou]. Mas, se ele quis saber, deveria estar preparado pra ouvir e, não agir como um santinho e cobrar dela a mais pudica postura diante das mais diversas situações da vida. 
Somos humanos e falhos e, se e/ou quando acertamos, isso não nos torna o melhor do mundo! 

Eu sentei na mesa de uma lanchonete com ela - outra amiga - e falamos de nós e de tudo que nos rodeia e de todos que nos cercam, assim como quem bebe cerveja, aos goles saboreados.    



uma dica: viver é tentar amar sem apontar o dedo, sem medir

terça-feira, 25 de outubro de 2011

stela artois

Raiva e Stela Artois...
Ufa! A raiva passou!
Fiquei com raiva e meu peito apertou só porque imaginei que meu irmão tinha perdido a minha chave junto com os meus chaveiros da Inglaterra e Paris. Bobiça minha! Sofri à toa! Ele não perdeu e ainda disse que eu não precisava ficar com raiva por conta dessas bobagens! Concordo e calo a boca! 
Não espere vir a raiva ou a angústia ou qualquer outra coisa do tipo para tomar uma Stela Artois!


uma música: nem um dia [Djavan]

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

chocolates me mordam!

Três bombons, um atrás do outro!


Tarde da noite chego em casa e, logo depois de comer, beber, ver o jogo de vôlei masculino e papear, pulo pro meu sofá vermelho...

Um dia cansativo me custou horas de espera, fome e dor de cabeça!
[Passei três horas e meia no consultório entre consulta, exame e espera e, apenas com um bombom na bolsa. Saí de lá com dor de cabeça e claro, ainda com fome. Quase uma hora depois estava na casa da minha irmã comendo dois pedaços de bolo de chocolate - maravilhoso! - , duas torradas com requeijão e bebendo água. Fizemos nossa reunião. Segui pra casa e jantei e tomei suco. Enfim saciei a minha fome.]
Eis o que agora me resta: cansaço e sono e, felicidade - conquistei o que durante anos fiquei só imaginando!
[Ainda não me sinto preparada pra espalhar aos quatro ventos o motivo da minha felicidade.]
E eu que tantas vezes fui fraca, agora me sinto forte! - uma alusão a Fernando Pessoa em Poema em Linha Reta. - Forte sim, porque a força não é músculo e peso, mas é a capacidade de enfrentar a vida mesmo que ela te cause medo e espanto!
 
"Senhor, é inexprimível 
Não posso viver sem a minha vida,
Não posso viver sem a minha alma."
[Trecho do filme 'Como Esquecer']


uma música: camarada d'água [TM]

domingo, 23 de outubro de 2011

comida e saudade

Acordei com os mesmos pensamentos de quando me deitei para dormir...

À princípio fiquei pensando se não seria 'coisa de adolescente' falar sobre o seu dia-a-dia. Mas minha intenção não é relatar aqui tudo o que faço no meu dia, como escovar os dentes, trocar de roupa, tomar café e comer 1 pão e banana cozida, assistir TV, e assim por diante; mas sim pensar e refletir sobre o que faço a cada dia que se passa.

Sentada no meu sofá vermelho eu decidi que não posso ficar ansiosa e, por conta disso, arrancar fios de cabelo da minha cabeça. Sendo assim, para cada fio de cabelo arrancado, um dia sem entrar no facebook. Alguma coisa precisa funcionar! Preciso, também, escrever ao invés de imaginar como seria meu blog sobre isso ou o meu livro sobre aquilo. 
Estou lendo "Mil dias em Veneza" de Marlena de Blasi e, não está sendo, nem de longe, a mais excitante história de amor, mas mesmo assim, consigo refletir sobre algumas coisas como: é preciso arriscar quando se deseja algo; lembrança cutucada é sentimento revirado; para conquistar é necessário colocar metas. 
"Eu passava quase todas as noites sozinha, em uma espécie de ócio suave. [...]"
Ainda nem é noite, e eu estou aqui, sozinha no meu quarto, com o meu silêncio sendo transgredido, e ainda assim, o meu ócio - hoje - é suave!
"[...] durante aqueles instantes fugidios em que minha avó segurava a minha mão, sempre que ela estava perto o suficiente para eu sentir seu cheiro, a vida era completa e doce. [...]"
Tenho saudade de sentir o toque, o cheiro dela; de pegar na sua mão, mexer nos seus cabelos... tenho saudade e, ainda caem lágrimas!
Se for pra falar de amor, comida e um lugar, prefiro "Comer, Rezar, Amar" de Elizabeth Gilbert.


uma música: três dias [Marcelo Camelo]

sábado, 22 de outubro de 2011

buraco da fechadura

Sentada no sofá vermelho do meu quarto, olhando para a parede cheia de cartões postais e duas estrelas, num silêncio quase que absoluto, experimento a primeira sensação de ser espiada por qualquer um - o vizinho, o irmão, o ex-namorado, a professora, etc. - pelo buraco da fechadura da porta. 
No meu quarto não tem nada de mais, apenas tudo aquilo que eu preciso para me isolar quando quero e preciso de sossego e, de mim: guarda-roupa, cama, criado mudo, sofá de dois lugares, escrivaninha, notebook, livros e revistas. Entro nele, fecho a porta e, se quiserem, espiem!
A seguir, cenas de um cotidiano inventado.


uma música: felicidade [Marcelo Jeneci]