quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Julia, eu mesma, eu

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?
Essa é uma das primeiras perguntas sérias e inteligíveis que a gente se depara na vida. E, quando escutamos isso, começamos a entender que precisamos ser além de existir; precisamos fazer escolhas ao invés de deixar a vida passar.

"[...] Ouviu tantas vezes as máximas da sabedoria agenoriana que elas, pausada e baritonamente, conquistaram as áreas vips de seus neurônios. Dentre elas, destacavam-se a afirmativa: "Ideia é bicho poderoso. E perigoso. Muda a vida da gente." E a pergunta: "Se tu não for alguém, vai ser o quê?" Seguida da resposta: "Ninguém".
Com essas frases no coração, o corpo esbagaçado pelas intermináveis horas de estrada e um apavorante frio na barriga, o homem feito José E. dos Santos desembarcou na rodoviária do Rio de Janeiro. Era sábado."
[O atirador de ideias, Adilson Xavier]


Antes de iniciar esse blog fiquei pensando sobre as mil e uma possibilidades de assuntos norteadores de um livro ou um blog...
  • comida: em 'Julia e Julie' [livro e filme] achei bastante interessante a tentativa de Julie de cozinhar todas as 524 receitas de Julia e, ainda relatar em um blog todas essas experiências;
  • viagem: como Lis fez em 'Comer, Rezar, Amar' [livro e filme], eu também queria ter esta impetuosa coragem para largar tudo e embarcar numa viagem durante 6 meses;
  • psicologia: a oportunidade de fazer terapia e poder ver o passado com outros olhos como Érica Strange teve em 'Being Érica' [seriado], pode ser sensacional;
  • cotidiano: as situações do dia-a-dia descritos com muito humor por Bridget Jones em 'O diário de Bridget Jones' [livro e filme] me tirou altas risadas.

Todos esses temas/assuntos seriam interessantes, mas que tal falar/contar/escrever sobre mim? Assim, poderei abordar todos esses assuntos acima citados e mais o que meu bel prazer quisesse. 
Foi assim que decidi falar sobre 'eu, eu mesma, e Julia'.
Mas quem sou eu, eu mesma, Julia?
Não sou Julie relatando experiências culinárias. Também não sou Lis vivendo um lindo romance durante uma viagem fantástica. Nem mesmo sou Érica tendo arrependimentos durante a terapia. E muito menos Bridget contando ao seu diário suas peripécias. E, mesmo que eu e elas tenhamos semelhanças, não somos a mesma pessoa.
Escolhi ser simplesmente Julia, eu mesma, eu.... 
esta que chora, que ri, que escreve poesias e inventa outras coisas, que faz canção e melodia, ...
dorme e acorda. 


uma música: gerânio [Marisa Monte]

    terça-feira, 8 de novembro de 2011

    coração apertado

    Sabe quando o coração aperta tanto - parece que deu cinco nós - que você tem a sensação de não aguentar? Pois é, estou me sentindo assim. E só peço uma coisa: 
    — Deus, cuida de quem é indefeso, por favor!

    Não, não é desgosto, é angústia mesmo! 
    Sentimento de impotência mais uma vez!


    uma desejo: amiúde o amor, a paz e a felicidade espalhados; o pão sobre a mesa, o teto e o chão para pisar; o beijo de partida e o abraço de chegada.

    segunda-feira, 7 de novembro de 2011

    vento pra carregar a raiva

    Fico aqui no meu sofá vermelho entre leituras, escritos e viagens cibernéticas, por horas emendadas. 
    Acabo de ler algo que me fez parar e pensar:

    "[...] que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesmo nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é."
    [Grande sertão: veredas, João Guimarães Rosa]

    Entendi que é besteira minha perder tempo gastando raiva/ódio de alguém!
    Certa vez eu desabafei com alguém que existia apenas uma pessoa na face da Terra que conseguia me deixar com raiva. Existe sim! Mas de agora em diante parei de gastar raiva dela!
    Caminhei hoje de noite e, o vento não soprava nem nada, apenas calor e insetos e meu medo de algum inseto louco pousar em mim. Ah não! 
    Parafraseando o próprio Guimarães Rosa, viver é demasiadamente perigoso!


    uma palavra: suave

    quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    prestígio meu!

    PRESTÍGIO! [sedução!] - esse chocolate me seduz!
    Sabe o que mais me seduz? AMOR!

    Aqui eu esclareço: esse AMOR é somente um PRESTÍGIO meu!
    tem amor que não se explica, tem gente que chega pra ficar e, isso não quer dizer que vamos ser amantes, seremos apenas amados [seja lá qual a forma que esse amor tiver].

    'SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR VOU ME LEMBRAR DE VOCÊ!'

    Amizade não tem medida certa! 
    Amor é exato!
    E eu sou expandida em sentimentos!


    uma música: num dia [Arnaldo Antunes]

    quinta-feira, 27 de outubro de 2011

    intempérie x amor

    "A moça tá diferente
    Guarda um segredo, um desatino..."
    [Tamy]

    Burrice é achar que ninguém guarda um segredo feito diamante!
    O cara - o namorado de uma amiga - ficou puto da vida porque, por insistência dele, ela contou seus segredos pra ele. Ela ficou mal e me pediu um conselho, uma ajuda. Eu disse que o erro dela foi ter falado do passado dela pra ele assim, tão cedo, tão logo e tudo [ela concordou]. Mas, se ele quis saber, deveria estar preparado pra ouvir e, não agir como um santinho e cobrar dela a mais pudica postura diante das mais diversas situações da vida. 
    Somos humanos e falhos e, se e/ou quando acertamos, isso não nos torna o melhor do mundo! 

    Eu sentei na mesa de uma lanchonete com ela - outra amiga - e falamos de nós e de tudo que nos rodeia e de todos que nos cercam, assim como quem bebe cerveja, aos goles saboreados.    



    uma dica: viver é tentar amar sem apontar o dedo, sem medir

    terça-feira, 25 de outubro de 2011

    stela artois

    Raiva e Stela Artois...
    Ufa! A raiva passou!
    Fiquei com raiva e meu peito apertou só porque imaginei que meu irmão tinha perdido a minha chave junto com os meus chaveiros da Inglaterra e Paris. Bobiça minha! Sofri à toa! Ele não perdeu e ainda disse que eu não precisava ficar com raiva por conta dessas bobagens! Concordo e calo a boca! 
    Não espere vir a raiva ou a angústia ou qualquer outra coisa do tipo para tomar uma Stela Artois!


    uma música: nem um dia [Djavan]

    segunda-feira, 24 de outubro de 2011

    chocolates me mordam!

    Três bombons, um atrás do outro!


    Tarde da noite chego em casa e, logo depois de comer, beber, ver o jogo de vôlei masculino e papear, pulo pro meu sofá vermelho...

    Um dia cansativo me custou horas de espera, fome e dor de cabeça!
    [Passei três horas e meia no consultório entre consulta, exame e espera e, apenas com um bombom na bolsa. Saí de lá com dor de cabeça e claro, ainda com fome. Quase uma hora depois estava na casa da minha irmã comendo dois pedaços de bolo de chocolate - maravilhoso! - , duas torradas com requeijão e bebendo água. Fizemos nossa reunião. Segui pra casa e jantei e tomei suco. Enfim saciei a minha fome.]
    Eis o que agora me resta: cansaço e sono e, felicidade - conquistei o que durante anos fiquei só imaginando!
    [Ainda não me sinto preparada pra espalhar aos quatro ventos o motivo da minha felicidade.]
    E eu que tantas vezes fui fraca, agora me sinto forte! - uma alusão a Fernando Pessoa em Poema em Linha Reta. - Forte sim, porque a força não é músculo e peso, mas é a capacidade de enfrentar a vida mesmo que ela te cause medo e espanto!
     
    "Senhor, é inexprimível 
    Não posso viver sem a minha vida,
    Não posso viver sem a minha alma."
    [Trecho do filme 'Como Esquecer']


    uma música: camarada d'água [TM]

    domingo, 23 de outubro de 2011

    comida e saudade

    Acordei com os mesmos pensamentos de quando me deitei para dormir...

    À princípio fiquei pensando se não seria 'coisa de adolescente' falar sobre o seu dia-a-dia. Mas minha intenção não é relatar aqui tudo o que faço no meu dia, como escovar os dentes, trocar de roupa, tomar café e comer 1 pão e banana cozida, assistir TV, e assim por diante; mas sim pensar e refletir sobre o que faço a cada dia que se passa.

    Sentada no meu sofá vermelho eu decidi que não posso ficar ansiosa e, por conta disso, arrancar fios de cabelo da minha cabeça. Sendo assim, para cada fio de cabelo arrancado, um dia sem entrar no facebook. Alguma coisa precisa funcionar! Preciso, também, escrever ao invés de imaginar como seria meu blog sobre isso ou o meu livro sobre aquilo. 
    Estou lendo "Mil dias em Veneza" de Marlena de Blasi e, não está sendo, nem de longe, a mais excitante história de amor, mas mesmo assim, consigo refletir sobre algumas coisas como: é preciso arriscar quando se deseja algo; lembrança cutucada é sentimento revirado; para conquistar é necessário colocar metas. 
    "Eu passava quase todas as noites sozinha, em uma espécie de ócio suave. [...]"
    Ainda nem é noite, e eu estou aqui, sozinha no meu quarto, com o meu silêncio sendo transgredido, e ainda assim, o meu ócio - hoje - é suave!
    "[...] durante aqueles instantes fugidios em que minha avó segurava a minha mão, sempre que ela estava perto o suficiente para eu sentir seu cheiro, a vida era completa e doce. [...]"
    Tenho saudade de sentir o toque, o cheiro dela; de pegar na sua mão, mexer nos seus cabelos... tenho saudade e, ainda caem lágrimas!
    Se for pra falar de amor, comida e um lugar, prefiro "Comer, Rezar, Amar" de Elizabeth Gilbert.


    uma música: três dias [Marcelo Camelo]

    sábado, 22 de outubro de 2011

    buraco da fechadura

    Sentada no sofá vermelho do meu quarto, olhando para a parede cheia de cartões postais e duas estrelas, num silêncio quase que absoluto, experimento a primeira sensação de ser espiada por qualquer um - o vizinho, o irmão, o ex-namorado, a professora, etc. - pelo buraco da fechadura da porta. 
    No meu quarto não tem nada de mais, apenas tudo aquilo que eu preciso para me isolar quando quero e preciso de sossego e, de mim: guarda-roupa, cama, criado mudo, sofá de dois lugares, escrivaninha, notebook, livros e revistas. Entro nele, fecho a porta e, se quiserem, espiem!
    A seguir, cenas de um cotidiano inventado.


    uma música: felicidade [Marcelo Jeneci]